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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

MPF cobra atendimento de saúde para indígenas

Imagem: reprodução da internet
O Ministério Público Federal recomendou à Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, que preste atendimento aos índios Atikum de Redenção, no sudeste do Pará. Segundo denúncias recebidas pela Procuradoria da República em Redenção, o atendimento não é feito porque o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) local não reconhece as famílias como indígenas. Assinada pela procuradora da República Luisa Astarita Sangoi, a recomendação estabelece prazo até 30 de março para que o DSEI Kayapó do Pará apresente resposta ao MPF. Se a resposta não for apresentada ou for considerada insuficiente, o caso pode ser levado à Justiça .

Policiais prendem 9 em fazenda na zona rural de Marabá

Imagem: reprodução do site da Polícia Civil do Pará
As Polícias Civil e Militar prenderam, na noite da última segunda-feira (16), nove pessoas e apreendeu sete armas de fogo que estavam em poder dos acusados. A ação policial foi realizada pela Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (DECA), sob o comando do delegado Alexandre Silva, juntamente com uma guarnição do Grupamento Tático Operacional (GTO), na localidade de Vila Sapecada, zona rural de Marabá, a 60 quilômetros da sede do município.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Detran realiza ações de educação e fiscalização em Salinas

Imagem: reprodução da Agência Belém
O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) está com equipes de educação e fiscalização atuando no município de Salinópolis, em ação integrada com os demais órgãos que compõem a segurança pública do Estado, dentro da Operação Carnaval 2015. Desde a última quinta-feira (12), as equipes se revezam nos trabalhos para garantir um trânsito seguro durante os dias de folia. A equipe de educação do órgão atua na praia do Atalaia realizando ações educativas. Em torno de 450 veículos são abordados durante o dia e o foco das orientações é o uso dos equipamentos de segurança, fatores de distração e a questão da alcoolemia. A fiscalização do Detran está atuando com um total de 36 agentes, que se dividem 24 horas na fiscalização do trânsito, que fica mais intenso na cidade no período. 

Banda de Fanfarra Boca de Jambu é atração nas Docas hoje

Imagem: reprodução do site Agência Pará
Bailarinas, palhaços, super-heróis, fadas; todas as fantasias que a imaginação permite criar tomaram conta da Estação das Docas, neste domingo, 15, durante o Projeto "Folia na Orla", que teve início com música mecânica, seguido por um cortejo pela orla do complexo turístico e cultural. A programação continua nesta terça-feira, com o Boi Veludinho, que vai animar o público que preferiu brincar o carnaval na capital paraense

A chuva deu lugar a uma linda e agradável tarde de música e diversão pela orla ao som da Banda de Fanfarra Pau de Cana e as tradicionais marchinhas de carnaval. “A nossa proposta com o Folia na Orla é justamente isso que vemos hoje aqui na Estação, famílias com avós, pais, tias, filhos e netos comemorando juntos em uma única festa a alegria que é o carnaval, em um ambiente seguro e tranquilo”, frisa Isa Arnour, gerente de Marketing da Organização Social Pará 2000, que administra a Estação das Docas.

A alegria do público era contagiante. “Como a gente não viajou a nossa mãe nos trouxe para brincar aqui na Estação. Estamos nos divertindo muito, queremos muito voltar nos outros dias”, conta uma das irmãs Kelly e Luanda Santos.

A programação continua nesta segunda e terça-feira de carnaval, sempre gratuita. O Folia na Orla é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com a Organização Social Pará 2000, que administra a Estação das Docas.


Confira a programação:

Dia 17 (terça), às 18 horas – Banda de Fanfarra Boca de Jambu

Funcionamento da Estação das Docas: das 10 horas à meia-noite

A relação da igreja católica com o carnaval

Imagem: reprodução da In ternet
A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.

Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.

Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

História do Carnaval no mundo

Imagem: reprodução da inernet
Segundo Hiram Araújo, diretor cultural da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), pesquisador do Carnaval e autor do livro “Carnaval – Seis Milênios de História” , a dificuldade no estudo da história desse evento se encontra na falta de material e documentos sobre o assunto. 

Em meio a muitas explicações encontradas na mídia sobre a origem do carnaval, a de que ele teria surgido com a criação dos cultos agrários pelos povos primitivos é confirmada por Araújo no primeiro capítulo desse seu livro. A oficialização das festas dedicadas a Dionísio, de 605 a 527 a. C., teriam completado o processo.

As festas de culto ao deus Dionísio – também conhecido como Baco, em Roma – que aconteciam há mais de três mil anos na Grécia eram celebrações profanas, que se estendiam por três dias. Durante esse período os pagãos dançavam, cantavam e faziam orgias, numa espécie de “vale-tudo”.

A base dessas festas era a inversão, que se dava através de uma teatralização coletiva. O processo era ajudado pela pintura que mulheres e homens faziam em suas faces e pelas roupas que usavam, que os descaracterizavam de seus papéis comuns na sociedade e os faziam assumir outros, ainda que metaforicamente. Dessa forma, homens pobres podiam se tornar reis por alguns dias e mulheres posavam de damas, por exemplo. 

Também de forma metafórica, os foliões falavam dos governantes e para eles, como se estivessem fazendo um “acerto de contas”. E para tudo isso aproveitavam-se do anonimato, já que estavam com aparências diferentes em função das fantasias.

O carnaval chegou ao Brasil durante a colonização

Imagem: reprodução da Internet
O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.

As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.

Fonte:  Brasil Escola