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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Manifestantes marcham em Brasília contra governo Dilma e a corrupção

Foto:Raquel Morais/G1
Manifestantes contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste domingo (16) para protestar contra a corrupção. O ato foi convocado pela web e se repetiu em outras cidades do país, como Belém, Belo Horizonte, Maceió, Recife e Rio de Janeiro. A concentração começou por volta das 9h e o protesto foi encerrado pouco antes das 13h. No auge da manifestação, às 12h30, cerca de 55 mil pessoas participavam do protesto na Esplanada, segundo os organizadores. A Polícia Militar contabilizou 25 mil manifestantes. Até o término do ato, a PM não havia registrado ocorrências de gravidade. A concentração começou no Complexo Cultural da República por volta das 9h. Os manifestantes saíram em marcha até o Congresso Nacional, onde se concentraram no gramado em frente ao espelho d’água com faixas e bandeiras. Carros de som levados pelos organizadores do protesto enunciaram palavras de ordem contra o governo Dilma e a corrupção. Ao final da manifestação, foi tocado o hino nacional. A maior parte dos manifestantes começou a deixar a Esplanada ao final do hino. Durante o protesto, os policiais fizeram quatro barreiras para revistar manifestantes com mochilas. A PM havia vetado o uso de máscaras por manifestantes, bandeiras com hastes de madeira ou plástico, garrafas de vidro e objetos que podiam ser transformados em armas em caso de confusão. 

Fonte:G1




Consumo das famílias pode ter maior queda desde 1990

Foto:Arquivo
O consumo das famílias pode registrar neste ano a maior queda desde a década de 1990 por causa, principalmente, do aumento do desemprego, queda na renda, inflação elevada, aumento dos juros e redução do crédito disponível. Os consumidores brasileiros estão buscando alternativas para amenizar os efeitos da crise, como deixar de comer fora e substituir marcas mais caras por outras mais baratas. De acordo com o presidente do instituto Data Popular, Renato Meirelles, “a crise chegou e é transversal em todas as classes”. Desde 1990 houve quedas no consumo apenas nos anos de 1991, 1992, 1998 e 2003 — e todas de no máximo 0,7%. Pelo menos cinco instituições de pesquisa econômica identificadas pelo jornal O Estado de S.Paulo têm projeções mais pessimistas para 2015 do que o recuo de 0,7%. Uma pesquisa do instituto Data Popular feita no início de agosto revela que 42% dos brasileiros entrevistados afirmaram que deixaram de pagar uma conta para quitar outra ao longo dos últimos 12 meses 


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Protesto mostra que Lava Jato nocauteou Dilma, Lula e PT, avaliam ministros

Foto:Evaristo Sá/Afp
Ainda que o protesto contra o governo neste domingo não tenha sido o maior do ano, as manifestações acenderam o sinal amarelo no Palácio do Planalto. A avaliação foi a de que, desta vez, a imagem da presidente Dilma Rousseff ficou colada ao desgaste enfrentado pelo PT no escândalo de corrupção da Petrobras, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Políticos da oposição, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), também saíram às ruas - o que, na avaliação do governo, demonstrou uma "partidarização" dos movimentos. Nas manifestações, chamaram a atenção de ministros os bonecos de Dilma vestida de "irmã metralha" e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com roupa de presidiário e a inscrição 13-171. A percepção do núcleo político do governo foi a de que Dilma não conseguiu, até agora, transmitir a ideia de que a Operação Lava Jato vai limpar o país, uma vez que os protestos mostraram que a ação da Polícia Federal, na verdade, nocauteou o governo, Lula e o PT. Na mesma noite, a presidente reuniu, no Palácio da Alvorada, ministros que compõem a coordenação política do governo. Durante o evento, Dilma disse considerar que a população, embora insatisfeita, não apoia iniciativas "golpistas". O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que passou o dia monitorando os atos em seu gabinete, informou que as manifestações foram pacíficas, em todo o país. Para evitar "panelaços" e esvaziar a repercussão dos protestos, ministros foram orientados a não dar entrevistas após a reunião com Dilma, que durou duas horas. Coube ao titular de Comunicação Social, Edinho Silva, emitir um curto comentário: "O governo viu as manifestações dentro da normalidade democrática (...) E manterá sua agenda de trabalho para que, em breve, o País volte a crescer, a gerar emprego e a distribuir renda". 

Fonte:Veja


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Contra crise, brasileiros viram ‘caçadores’ de promoções

Foto:Arquivo
Uma pesquisa do Instituto Data Popular revelou que a porcentagem de brasileiros que compram produtos em promoção habitualmente aumentou de 39% há cinco anos para 64% atualmente. As buscas por promoções têm sido uma forma encontrada pelos consumidores para enfrentar a crise e a inflação. A pesquisa, realizada no início do mês, contou com a participação de 3 mil pessoas em 152 municípios do país. O varejo, que registrou o pior desempenho no primeiro semestre desde 2003, tem apostado em promoções agressivas, incluindo sorteios de carros zero e viagens. De acordo com o diretor do Data Popular, Renato Meirelles, atualmente, 87% dos entrevistados dizem que pesquisam preços antes de comprar. No levantamento de 2010, a fatia era de 52%. 


Preço do pão vai aumentar em Belém nos próximos dias

Foto:Akira Onuma/Oliberal
Um dos itens mais presentes na mesa do paraense deve ficar mais caro nos próximos dias. Graças à valorização do dólar diante do real, ao aumento nas tarifas de energia elétrica e à data base dos trabalhadores de padarias, o consumidor está diante de um inevitável reajuste. Cada padaria terá liberdade para definir sua alíquota, a partir de um aumento de quase 8% nos preços do trigo, nos moinhos, que poderá ser repassado ao cliente. Ciente dos rumores sobre o aumento, o belenense se divide entre a decisão de reduzir o consumo do pão ou cortar outros itens do cardápio. O aumento no principal insumo para manufatura do pão - o trigo - entrará em vigor nos próximos dias. A maior parte do que é consumido na capital paraense é importado de países como Canadá e Argentina e, por isso, é cotado em dólar. “Desde o início da disparada do dólar, esta será a primeira vez que teremos um aumento, pois não deu mais pra segurar”, justificou o representante da Ocrim, que comercializa o trigo Mirella, Rui Brandão. O reajuste na tarifa de energia também influenciou na decisão. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação do Estado do Pará (Sindipan), Elias Pedrosa, não sabe precisar o percentual de aumento que o pão - juntamente com todos os itens de panificação - deve sofrer. “Cada padaria é livre para avaliar sua planilha de custos e definir o valor do seu produto. Mas não gostamos de aumentar preço, pois o aumento sempre leva a uma redução no consumo. Por isso acredito que essa decisão será pesarosa para os donos de padarias”, analisou. Atualmente no Estado o quilo do pão careca varia entre R$ 7 e R$ 12, com média de R$ 9 - abaixo da nacional, estimada em R$ 9,80. “Acredito que quem ainda pratica preços abaixo dos R$ 9 vai ter dificuldades de manter estes valores. Ainda assim, o pão seguirá sendo um produto democrático e acessível a toda a população”, observou Pedrosa. 

Fonte:ORMNews


Contas do governo devem ser julgadas em sessão conjunta do Congresso, decide Barroso

Foto:José Cruz/Veja
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira que contas anuais de presidentes da República devem ser julgadas em sessão conjunta do Congresso Nacional, não em sessões separadas de cada uma das Casas. A decisão contraria o que tem sido defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que argumentou ao Tribunal que as contas governamentais tradicionalmente seguem rito separado. Com um requerimento de urgência, a Câmara aprovou na última semana as contas dos ex-presidentes Itamar Franco (1992), Fernando Henrique Cardoso (2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2002 e 2006), deixando caminho aberto para votar as de presidente Dilma Rousseff, atualmente em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) - que ontem concedeu mais 15 dias ao Planalto para explicar as irregularidades apontadas as irregularidades apontadas nos demonstrativos de gastos do governo no ano passado. Com a decisão de Barroso, a votação das contas da presidente relativas ao último mandato depende agora do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que é também presidente do Congresso, e não de Cunha. O ministro do STF negou, no entanto, o pedido da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), para cassar a aprovação da urgência das contas analisadas. 

Fonte:Veja

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Auxílio combustível para vereadores divide opiniões em Belém

Foto:Arquivo
A proposta aprovada pelos vereadores de Belém para que eles tenham direito a receber auxílio combustível de R$ 2.880 mensais está dividindo opiniões. A proposta foi apresentada em sessão no final do mês de junho pelo presidente da Câmara dos Vereadores, Orlando Reis, e passará ainda pela avaliação do Tribunal de Contas do Município para poder entrar em vigor. A proposta foi publicada no Diário Oficial do órgão, artigo 3º. O autor da proposta explica que o recurso não é apenas para o vereador e sim para ser dividido por todos que trabalham no gabinete e que precisam se deslocar em serviço. De acordo com Orlando Reis, o recurso não altera as despesas do orçamento da Câmara, que é de R$ 69 milhões. "Essa foi a forma mais razoável de se fazer para distribuir entre os assessores, que vão ter os seus carros devidamente cadastrados, e no final será feita prestação de contas do valor concedido. Quem não estiver enquadrado dentro do princípio da legalidade, não terá direito”, afirma o presidente da Câmara. A proposta dá alguns critérios para ter direito ao benefício, como usar apenas em missão oficial ou a serviço do município de Belém; inscrever o veículo na secretaria da Câmara; ter condições adequadas de uso e tráfego e ainda comprovação de consumo do combustível por meio de cupom A Câmara Municipal de Belém possui 35 vereadores e cada gabinete tem uma média de 15 assessores. O auxílio para custear atividades que necessitem de deslocamento das equipes divide opiniões. "Eu sou contra qualquer aumento de salário, de recurso para vereador", disse a vereadora Marinor Brito. "Eu acho isso um absurdo. O vereador já ganha o suficiente para colocar combustível no seu carro do seu salário", ressaltou o vereador Cleber Rabelo. Segundo especialistas em mecânica de veículos, uma pessoa dirigindo um carro popular, para gastar um tanque de combustível é preciso percorrer dentro da cidade 400 km e fora da cidade, sem trânsito, percorre 500 km. Mesmo com todas essas condições, a despesa varia entre R$ 150 a R$ 170.