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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Chanceler alemã chega ao Brasil nesta quarta para visita oficial

Foto: Reprodução/Roberto Stuckert Filho/PR)
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chega nesta quarta-feira, 19, ao Brasil para uma visita oficial relâmpago. A presidente Dilma Rousseff vai oferecer um jantar à chanceler nesta noite no Palácio da Alvorada. A visita, anunciada em fevereiro, acontece em um momento complicado para Dilma e Angela Merkel. Enquanto a petista vive um caos político sem precedentes no governo, a chanceler alemã enfrenta um desgaste no bloco europeu, principalmente entre os alemães, e uma rebelião inédita dentro do seu partido, por causa da negociação que resultou em um novo socorro financeiro da zona do euro à Grécia. Buscando mostrar prestígio externo em um momento difícil, Dilma vai apresentar a Angela Merkel seu plano de investimentos em infraestrutura. Embora a visita seja de apenas 24 horas, a delegação da chanceler alemã é composta por sete ministros e cinco secretários de Estado. O governo de Angela Merkel busca investimentos para cerca de 1.300 empresas alemãs que atuam no país. Dilma Rousseff e Angela Merkel devem fazer um comunicado à imprensa nesta quinta-feira, 20, sobre a importância da relação bilateral. 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Juiz da Lava-Jato defende acordo de Júlio Camargo apesar de omissão sobre Cunha

 
Foto:André Coelho/Agência O Globo
Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava-Jato, defendeu o acordo de delação premiada do empresário de Júlio Camargo apesar da omissão do nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nos primeiros depoimentos. O acordo foi homologado pelo STF em outubro de 2014, mas ele só informou à Justiça em julho deste ano que parte da propina nos contratos dos navios-sonda era destinada ao presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) O documento foi encaminhado em reclamação na qual o operador do PMDB Fernando Baiano pede ao STF para anular o acordo de delação de Júlio Camargo, devido as omissões nos depoimentos. Apesar de admitir a falha do colaborador, o juiz federal ressalta que a revelação posterior não invalida o acordo. Moro ainda argumenta que, quando a delação foi homologada, ele não sabia dos fatos revelados que incriminam Eduardo Cunha. Ao dizer que houve omissão por parte de Camargo, Moro pode dar munição às defesas de réus prejudicados pelos depoimentos do colaborador. Isso porque, se um delator omite fatos ou mente, pode ter os depoimentos desconsiderados pela Justiça. “Não se pode afirmar que o acordo de colaboração celebrado por Júlio Camargo não poderia ter sido homologado por este Juízo em outubro de 2014, porque, em 16/07/2015, revelou fato que havia então omitido, de que parte da propina nos contratos dos Navios-sondas havia sido destinada ao referido deputado federal”, escreveu o juiz federal Sérgio Moro. No mesmo ofício, o magistrado ressaltou que não está investigando Cunha – portanto, não teria invadido as atribuições do STF, a quem cabe julgar parlamentares, pela regra do foro privilegiado. Ele voltou a dizer que não pode impedir testemunhas de citar o nome do atual presidente do Câmara dos Deputados. “A mera menção em depoimento judicial do nome do referido deputado como suposto beneficiário de propinas no caso não o transforma em acusado ou investigado no feito. O foro privilegiado não torna o detentor inominável nas instâncias inferiores”, afirmou no texto. 

Fonte:O Globo









Conselho da Petrobras quer venda de 25% da BR Distribuidora

Foto:Divulgação
O Conselho da Petrobras aprovou, com voto contrário de seu presidente, a venda de ao menos 25 por cento da BR Distribuidora, unidade de distribuição combustíveis da estatal, segundo ata de reunião publicada na noite de segunda-feira. A Reuters havia publicado anteriormente que a Petrobras buscaria vender pelo menos um quarto da divisão, que controla a maior rede de postos de combustíveis do país. A venda é esperada para a partir do final do ano. A Petrobras quer vender 15,1 bilhões de dólares em ativos até o final de 2016 para ajudar a reduzir o montante de 132 bilhões de dólares de dívida, a maior de qualquer petroleira. O Conselho aprovou em 8 de agosto o plano para buscar aprovação da CVM para a venda, que pode ser ampliada para além de 25 por cento com a venda de lote suplementar e lote adicional, segundo a ata. O presidente do Conselho, Murilo Ferreira, e o conselheiro que representa os funcionários da Petrobras, Deyvid Bacelar, votaram contra. Ferreira foi contra a venda alegando que decisões adicionais precisam ser tomadas, incluindo a contratação de profissionais com experiência em vendas no varejo e a aprovação de um plano de negócios para a BR Distribuidora, antes que qualquer venda possa ser formatada, segundo a ata. Bacelar se opôs à proposta dizendo que as condições de mercado não são propícias para uma venda e que a BR Distribuidora pode dar retornos melhores à Petrobras se o Conselho melhorar a governança ou buscar parcerias em vez de abrir o capital da empresa. A BR Distribuidora recentemente foi avaliada em cerca de 10 bilhões de dólares por analistas da UBS Securities. 

Fonte:ORMNews





Polícia Militar flagra suspeitos com arma de fogo na Alça Viária, no PA

Foto:Divulgação/PRE
Militares da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) flagraram na noite de segunda-feira (17) quatro homens que portavam uma arma de fogo dentro de um veículo no km 30 da Alça Viária. Eles foram encaminhados para a delegacia de Polícia Civil de Acará, no nordeste do Pará, onde o caso foi registrado na madrugada desta terça-feira (18). De acordo com a PRE, dois policiais faziam uma fiscalização de rotina na rodovia, quando abordaram o veículo com os quatro suspeitos. Ao fazerem a revista no interior do carro, encontraram um revólver calibre 38, além de cinco munições escondidas no painel do carro. Os quatro receberam voz de prisão por porte ilegal de arma de fogo. 

Fonte:G1 Pa

Serra diz que acha difícil Dilma completar o mandato

Foto:Fábio Rodrigues Pozzebom
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador José Serra (PSDB-SP) afirmou que considera pouco provável que a presidente Dilma Rousseff chegue ao fim do seu mandato, que termina em 2018. “Acho difícil”, declarou Serra ao ser questionado no programa. O senador acredita ainda que mesmo a renúncia da presidente Dilma seria traumática. “A situação do Brasil é difícil. Repito, se a Dilma deixar o cargo, quem assumir vai comer o pão que o diabo amassou, o estrago atualmente é enorme”, afirmou. Durante a entrevista, Serra negou que o seu principal objetivo político seja ser presidente. “Meu objetivo na vida é dar um futuro pro Brasil”, disse o senador. O tucano afirmou ainda que não há provas até agora para a abertura de um processo e a aprovação do impeachment contra Dilma. “No presidencialismo, você não tira o governo só porque ele é ruim”, ressaltou o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo. Ainda segundo Serra, “Dilma, na prática, não tem governado. O principal programa [dela] é não sair do governo”.  



Petrobras pode ter que pagar multa recorde nos EUA

Foto:Arquivo
Uma fonte próxima a advogados da Petrobras disse à agência de notícias Reuters que a estatal brasileira pode ter que pagar uma multa recorde de pelo menos US$ 1,6 bilhão para encerrar as investigações nos EUA sobre seu papel em um escândalo de corrupção. Ainda de acordo com a fonte, o processo pode levar de dois a três anos e encerraria as investigações criminais e civis nos EUA. A gigante industrial alemã Siemens é atualmente a empresa que fechou o maior acordo em casos de acusações de corrupção no Departamento de Justiça dos EUA e no órgão regulador de mercados de capitais do país. Para encerrar as investigações sobre seu papel em um esquema de subornos, a empresa pagou US$ 800 milhões aos EUA e praticamente a mesma quantia às autoridades alemãs. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Trump diz que, se for eleito, deportará imigrante ilegais dos EUA

Foto:Arquivo
Donald Trump, pré-candidato republicano às eleições norte-americanas, disse em entrevista ao canal NBC que, se for eleito, deportará todos os imigrantes ilegais do país e também defendeu a construção de um muro na fronteira com o México. “Manteremos as famílias unidas, mas eles têm que ir embora”, afirmou Trump, ressaltando que vai rescindir as ordens do atual presidente dos EUA, Barack Obama, que impedem a expulsão dos jovens imigrantes ilegais que chegaram ao país ainda crianças e também os pais de cidadãos norte-americanos ou de filhos com status legal. O magnata imobiliário disse que é preciso “criar novos padrões” para os imigrantes que chegam aos EUA. Estima-se que atualmente mais de 11 milhões de imigrantes ilegais vivem no país. Ainda de acordo com Trump, caso o México não concorde em pagar pela construção de um muro na fronteira entre os dois países, as taxas de visto para executivos e diplomatas mexicanos, além de trabalhadores do Nafta, serão ampliadas. “Os líderes do México se aproveitaram dos EUA ao usar a imigração ilegal para exportar o crime e a pobreza de seu próprio país”, o que é um custo “extraordinário para o contribuinte americano”, ressaltou Trump, que também é favorável ao fim “do direito à cidadania por nascimento” para os filhos de imigrantes ilegais. Apesar de suas frequentes críticas à imigração ilegal nos EUA, Donald Trump lidera com folga as enquetes dos pré-candidatos republicanos.