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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Lula diz que crise é grave

Foto:Arquivo
O ex-presidente Lula reconheceu a gravidade da crise econômica e pediu a união nacional para o país encontrar a saída. As declarações do petista foram incluídas em uma propaganda do partido que vai ao ar no próximo sábado, 22. No fim da propaganda, no entanto, Lula garante que “o Brasil vai voltar a crescer”. A propaganda faz parte de uma estratégia do PT para consolidar a recuperação do governo e atribuir à oposição parte da responsabilidade pela crise. O PT quer plantar a ideia de que a oposição estimula o “quanto pior, melhor” com o objetivo de derrubar o governo da presidente Dilma Rousseff. O discurso petista também se alinha a setores do empresariado que têm se posicionado pela unidade contra a crise. 


Indonésia conclui retirada dos corpos de acidente aéreo

 
Foto:Reprodução/Reuters
Os corpos das 54 pessoas que morreram no acidente aéreo de domingo (16) no leste da Indonésia foram retirados da selva e levados para um hospital de Oksibil, a cidade que era o destino do avião, anunciaram as autoridades. Os corpos devem ser identificados e depois serão entregues à famílias, informou o diretor de operações da companhia aérea Trigana Air, Beni Sumaryanto. Centenas de moradores e integrantes das equipes de emergência participaram na difícil tarefa de transportar os corpos a pé, através da selva, até Oksibil, cidade de Papua Jayapura, que fica a quase 15 km do local da tragédia. As autoridades planejavam uma transferência por helicóptero, mas o tempo ruim obrigou a retirada dos corpos por via terrestre. A aeronave, um ATR 42-300 da companhia indonésia Trigana Air com 54 pessoas a bordo (44 passageiros adultos, cinco crianças e cinco tripulantes), todos indonésios, caiu nas montanhas Bintang 10 minutos antes do pouso.  As equipes de emergência chegaram ao local dois dias depois do acidente e encontraram o avião em vários pedaços. Os investigadores encontraram uma das caixas pretas, a que registra os dados de voo, e continuam procurando a segunda. 

Fonte:ORMNews



Sem acordo por defesa de Dilma, protesto de movimentos de esquerda mira Cunha

Foto:(Hugo Arce/Fotos Públicas)
Na semana em que centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a presidente Dilma Rousseff e o PT, movimentos de esquerda organizam uma série de protestos em apoio ao governo nesta quinta-feira. Mas a defesa de Dilma não é unanimidade sequer entre os movimentos chapa-branca. Devido às diferenças políticas e ideológicas dos organizadores, foi definida uma pauta única enxuta, cujos eixos são a crítica ao ajuste fiscal e à Agenda Brasil, a 'defesa da democracia' - e ataques ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, um dos principais adversários do governo. Alvo da Procuradoria Geral da República (PGR) por suspeitas de envolvimento no petrolão, Cunha está na mira das manifestações programadas em 23 Estados. Alguns dos atos são uma espécie de contraponto aos protestos de que pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mais de 20 grupos participam da organização. Os mais conhecidos são a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e a CMP. PSOL e PC do B aparecem como apoiadores e o PT usou inserções na TV para divulgar as manifestações. A 'defesa da democracia' foi a forma encontrada para abordar a defesa do mandato de Dilma sem causar divergências. A ênfase varia conforme a orientação de cada grupo. O MTST, por exemplo, prioriza as questões econômicas e adota tom crítico ao governo. Já a CUT, UNE e CMP, abertamente contrários ao impeachment da presidente, levarão cartazes com a frase "Não vai ter golpe". Embora não tenham sido formalmente convidados, políticos são esperados. O presidente do PT, Rui Falcão, é um dos que confirmaram presença. 

Fonte:Veja


Mesmo com denúncia, Cunha diz que permanecerá no cargo.

 
Foto:Ailton De Freitas/O Globo
 

Apesar da expectativa de que o Ministério Público apresente ainda nesta quarta-feira denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o peemedebista reafirmou que não irá se afastar do cargo, independentemente da decisão do órgão. Eu não faria afastamento de nenhuma natureza, vou continuar no exercício para o qual fui eleito pela maioria da Casa. Estou absolutamente tranquilo e sereno em relação a isso disse. Questionado sobre a movimentação do PSOL de pedir assinaturas para pressionar pelo seu afastamento da presidência da Câmara, Cunha minimizou: Todo mundo tem o direito de fazer o que quiser, pode fazer o que quiser. É o direito democrático de cada um afirmou. Sobre especulações de que, depois de denunciado, Cunha irá se voltar com ainda mais força contra o governo, inclusive dando andamento a um dos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o deputado refutou a ideia e disse que não haverá “retaliação”. Não misturo meu papel de presidente da Casa com as eventuais situações que possam envolver a minha pessoa. Exercerei meu papel de presidente da forma que institucionalmente tenho que exercer. Não faço papel de retaliação, nem tomo atitudes por causa de atitudes dos outros pontuou. Em julho, após ser apontado pelo delator Júlio Camargo como responsável pela cobrança de propina para viabilizar contratos com a Petrobras, Cunha alegou ser alvo de perseguição e anunciou o rompimento com o governo Dilma. Na ocasião, ele disse estar convicto da participação de “um bando de aloprados do Planalto” na ação “persecutória” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para conseguir elementos que permitam a denúncia contra ele no processo da Lava-Jato. Nesta quarta-feira, Cunha negou que vá fazer qualquer pronunciamento sobre a eventual denúncia. Não pretendo e não farei jamais discurso em plenário em relação a qualquer assunto. 



Fonte:O Globo






quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Líder do PMDB anuncia filiação de Marta Suplicy ao partido

Foto:Reprodução/Gervásio Baptista/Agência Brasil)
O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), anunciou na noite desta terça-feira, 18, a entrada da senadora Marta Suplicy (ex-PT-SP) no partido. Com a filiação de Marta, o PMDB, que já ocupava o maior número de cadeiras no Senado, passará a ter 18 senadores. Em discurso na tribuna da Casa, Eunício comemorou a filiação de Marta ao partido: “Todos sabemos do quadro que é a senadora Marta Suplicy e, obviamente, vai honrar muito esta sigla que nós tanto amamos, o nosso querido PMDB” O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também saudou a filiação da ex-petista: “Ela, verdadeiramente, qualificará o PMDB”. Renan também parabenizou o PSDB pela filiação do governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que deixou o PDT. Marta Suplicy, que deixou o PT no fim de abril, esteve perto de se filiar ao PSB, mas as conversas com o partido regrediram. A ex-prefeita de São Paulo também chegou a negociar com o PDT. A filiação ao PMDB foi acertada após uma reunião entre Marta e o vice-presidente da República, Michel Temer, na semana passada. Marta aceitou disputar a convenção ou as prévias do PMDB para confirmar sua candidatura à prefeitura de São Paulo nas eleições do próximo ano. 

Economia encolheu 1,89% de abril a junho e tem o pior desempenho desde o início de 2009.

Foto: Paulo Fridman / Bloomberg 
Por causa da crise econômica e política, baixa confiança das empresas e das famílias e, consequentemente, retração de investimentos e consumo, a economia brasileira encolheu nada menos que 1,89% no segundo trimestre do ano pelos cálculos do Banco Central. É o pior desempenho desde o início de 2009, quando houve o recrudescimento da crise financeira mundial. Segundo o BC, esse foi o terceiro trimestre seguido de retração: bastam apenas dois períodos para caracterizar o que os economistas chamam de recessão técnica. O resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) de junho e do segundo trimestre será divulgado no próximo dia 28 pelo IBGE. O resultado foi levemente pior expectativa dos analistas do mercado financeiro já era um forte resultado negativo: queda de 1,8% do IBC-BR, o índice de crescimento do país feito pela autoridade monetária. Em junho, houve queda de 0,58%, também levemente pior do que a previsão dos economistas de retração de 0,55%. Os dados, divulgados nesta quarta-feira refletem uma sequência de deterioração do desempenho da indústria, do comércio e do setor de serviços. Na semana passada, o IBGE divulgou Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) que mostrou as vendas no varejo fecharam o primeiro semestre do ano com queda de 2,2%. Foi o pior resultado semestral desde 2003. Já a produção industrial encolheu nada menos que 6,3% nos seis primeiros anos. Desde a crise de 2009, o setor não tinha um resultado tão ruim. 

Fonte:O Globo

Construtoras paraenses levam calote do 'Minha Casa'

Foto:Divulgação
Trinta construtoras que executam 131 empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida no Pará estão sem previsão de receber o pagamento em torno de R$ 80 milhões, para continuar os serviços em 45 municípios do Estado. A dívida do Governo Federal corresponde aos débitos em aberto de junho e julho deste ano, cujo prazo negociado com o setor venceu no último dia 15. O Sindicato das Indústrias da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA) afirmou que a manutenção das obras tende a ser impraticável, devido ao nível de imprevisibilidade do pagamento. O efeito dominó começa na redução de mão de obra, atinge a capacidade produtiva das empresas e, consequentemente, retarda o sonho da casa própria para milhares de pessoas. A entidade informou que, do total de obras contratadas pelo programa federal, 57 já foram entregues. Somado a “problemas de ordem gerencial” de contrato, seis obras estão paradas em Breves (duas), Cametá (duas), Ananindeua (uma) e Marituba (uma). Nas demais cidades paraenses, inclusive na capital - onde se tem cerca de nove mil unidades habitacionais em produção -, as construções seguem em ritmo bastante lento. O sindicato estimou que, feito o repasse da verba pendente, 50 mil unidades habitacionais serão geradas no Estado para tornar realidade o sonho da casa própria para aproximadamente 250 mil pessoas. Vice-presidente do Sinduscon Pará, Alex Dias Carvalho relatou que o setor foi “surpreendido pelo não cumprimento do pagamento da dívida dentro do prazo estipulado pela União”. Na semana passada, ele esteve em Brasília (DF) para buscar soluções, porém voltou daquela capital com uma interrogação a respeito de novas negociações. A esperança dele está numa portaria que, se assinada, aprova o repasse do valor às construtoras, através de um aporte externo de recursos para o Fundo de Arrendamento Residencial, o que faria, de acordo com o representante, frente ao pagamento do débito. 

Fonte:ORMNews